Contato Interestelar Redefinido: Sinais de Plasma, Multimodalidade e Surpresa
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Propõe que o contato interestelar pode ocorrer sem uma língua comum, por sinais de plasma luminoso que qualquer observador ou sensor pode perceber, usando várias modalidades (visível, infravermelho, radar e som) criados por lasers que formam bolas no ar, movendo-se e mudando de cor, como uma forma de arte de alto consumo energético que busca capturar a atenção pela surpresa, em vez de depender de comunicação simbólica.

Uma linha de pensamento provocadora questiona a ideia de que o contato interestelar precisa passar por linguagem matemática compartilhada. Se inteligências tão diferentes que até a lógica e a percepção não se traduzem em símbolos comuns, a comunicação inicial pode depender de sinais não simbólicos, carregados de surpresa informacional. Nesse quadro, parte dos Fenômenos Aéreos Não Identificados deixaria de ser entendido como simples navegação ou transporte e passaria a ser uma forma de sinalização local: projeções luminosas em plasma que tentam, antes de tudo, capturar a atenção de qualquer observador humano ou de sensores, no nível mais básico da percepção biológica. Para sustentar essa hipótese, quatro princípios centrais são propostos. Primeiro, há um apelo por modalidades físicas múltiplas: a chance de ser percebido aumenta se o sinal for emitido de modo combinado em visível, infravermelho, radar e até som. Segundo, a sinalização seria universalmente acessível: ao ocorrer na atmosfera e ser visível a olho nu, qualquer pessoa ou dispositivo de detecção no entorno poderia atuar como receptor, tornando a detecção mais distribuída do que um feixe interestelar controlado por poucos observatórios. Terceiro, a estratégia exige menos energia do que manter comunicações interestelares de rádio por longos períodos; displays de plasma próximos à Terra poderiam transmitir sinais com quilowatts, enquanto estruturas distantes exigiriam megawatts ou gigawatts para serem visíveis a grandes escalas. Quarto, a ideia repousa na noção de surprisal: eventos raros ou físicos que violam a intuição comum capturam mais informação, distinguindo-se do ruído natural por meio de forma, movimento ou comportamento aparentemente artificial. Como funcionaríamos? a proposta descreve voxel de plasma como um recurso físico: um(s) dispositivo(s) em órbita baixa ou na alta atmosfera poderia emitir feixes de laser que ionizam o ar em pontos específicos, formando bolas luminosas que se movem com a reorientação do feixe, mudam de cor conforme a frequência e aparecem tanto no radar quanto no infravermelho. Essas “naves” não precisariam realmente existir como veículos com tripulação; a imagem visível poderia ser uma projeção controlada por tecnologia humana conhecida. A discussão observa ainda uma tensão epistemológica: técnicas de plasma induzido por laser têm paralelo em patentes de defesa para iscas de mísseis, o que complica distinguir uma sinalização alienígena de um experimento militar secreto, especialmente se a física envolvida é viável dentro do arcabouço humano. No fechamento, passa a enxergar o encontro com o outro não como uma busca por uma embarcação ou uma fórmula de propulsão, mas como uma medição de que o contato pode acontecer como arte performática de alto consumo energético, concebida para ser vista e sentida antes de qualquer diálogo. A visão sugere que a nossa definição de contato é estreita e culturalmente moldada; talvez estejam aparecendo sinais que não dependem de uma língua comum, mas de uma provocação perceptual destinada a ser notada. Ainda que não haja prova inequívoca de que se trate de inteligência extraterrestre, a proposição convida a expandir as perguntas: o que essa imagem tenta evocar, e por que insistimos em buscar apenas relatos de transporte ou comunicação simbólica quando sinais luminosos e padrões inesperados já exibem potencial suficiente para provocar o desafio de reconhecimento? Em qualquer caso, o conjunto de hipóteses permanece aberto, incentivando ceticismo aguçado aliado a uma imaginação clínica sobre como podemos perceber formas de contato que não cabem nas categorias tradicionais.
Source: substack.com
